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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Kiss: Dando a volta por cima em um de seus maiores registros (Review - Creatures Of The Night)

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Em 1982, O Kiss estava em uma situação complicada. Se a saída de Peter Criss e Ace Frehley já não fosse o bastante (Apesar de não tocar no álbum, Frehley aparece na capa original, por motivos contratuais e comerciais), a popularidade da banda vinha despencando após o lançamento do fraquíssimo e comercial "Unmasked" e do mal recebido e incompreendido "Music From The Elder". Parecia que a banda realmente estava em seu declínio final.

Mas, com o contrato dos dois novos integrantes (Eric Carr, baterista e Vinnie Vincent, guitarrista), o Kiss estava pronto para entrar em estúdio novamente, com a promessa de fazer um álbum que remetesse às raízes pesadas de rock n' roll da banda. E o resultado saiu melhor do que todos pensavam: "Creatures Of The Might" é um registro do mais puro Kiss em sua essência, com riffs poderosos e uma grande performance por parte de todos os músicos.

Resultado de imagem para kiss creatures liveÉ interessante notar que, ao todo, 10 músicos participaram da composição e gravação do álbum, que conta até com Bob Kullick fazendo o solo da música "Danger". Essa grande quantidade de pessoas pode ser um dos aspectos que faz o álbum soar diferente dos anteriores, com músicas que possuem um caráter individual. 

O álbum é um dos grandes favoritos dos fãs da banda nos dias de hoje, fato que não se traduziu na época de lançamento do disco que, mesmo com todos os seus atributos, não conseguiu levar o nome do Kiss de volta ao topo das paradas americanas, permanecendo apenas na 45ª colocação nas paradas dos EUA. As areas que antes a banda lotava com facilidade, agra permaneciam paricamente desertas, com menos de metade de sua ocupação total. Essa situação fez com que a banda viessa a explorar outros territórios nunca antes visitados; dentre eles o Brasil.


Resultado de imagem para kiss maracanã rio de janeiroSe em terras americanas "Creatures Of The Night" não vingou, aqui a história foi diferente. O disco recebeu a certificação de platina e sua turnê rendeu shows memoráveis, incluindo aquele que entraria para a história do rock no Brasil. No dia 18 de Junho de 1983, mais de 150 mil fãs alucinados lotaram o  Estádio Maracanã no Rio de Janeiro para assistir aquele que seria o último show da banda usando a clássica maquiagem que os eternizou como ídolos da música. Trazendo muita teatralidade e pirotecnia (Incluindo a famosa bateria em formato de canhão), a vinda da banda ao país foi um grande momento.  Num show lendário e cheio de energia, abnada conseguiu de maior público de toda a história da banda, e também o maior público a lotar o Maracanã. Um dia marcante que ficará pata sempre na cabeça de uma geração inteira (Confira o vídeo de "Rock And Roll All Nite" no fim da postagem).


DESTAQUES:


Todo o espírito agressivo e pesado do disco é anunciado na faixa título. Começando com uma grande virada de Eric Carr, aqui a banda já mostra a que veio. É uma faixa agressiva, rápida e um dos registros mais pesados de toda a carreira da banda. Integrando o setlist da banda até os dias de hoje, a faixa traz tudo aquilo que estava faltando nos discos anteriores: Um ritmo forte, com um arranjo sólido e uma boa consistência. Realmente, não há muito o que falar sobre essa música, apenas dê play de escute.




Também aberta por Eric Carr, aqui se pode ver um grande desempenho vocal de Paul Stanley. O instrumental apresenta influências de banda como Deep Purple e a faixa traz uma espécie de nostalgia estilo "Hotter Than Hell" para o disco, a música trata de um assunto bem recorrente nos anos áureos da banda: Garotas e amor. Apesar de nunca terem se envolvido com drogas, Gene e Paul eram famosos por suas festas noturnas, recheadas a sexo, tema muito abordado em músicas como "Ladies Room". Mas, deixando de lado a temática, "Keep Me Comin' é uma faixa forte e consistente, que merece ser mencionada quando se fala nesse disco. 


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Gene Simmons já havia marcado presença na anterior "Saint And Sinner" e na pesada e direta "Rock And Roll Hell", mas é nessa faixa que ele realmente deixa a sua marca. Grande hit do álbum, "I Love It Loud" é a verdadeira fórmula do sucesso: Arranjo com um groove contagiante, refrão fácil de ser assimilado e, principalmente, a introdução da música, que todos os fãs cantam com orgulho e animação toda vez que a música é executada ao vivo. O destaque aqui vai tanto para a linha de baixo, muito bem desenvolvida e firme, como para  das batidas de Eric Carr, que provou ser o melhor baterista que a banda já teve logo em seu primeiro registro. Presença constante nos shows, "I Love It Loud" é uma das favoritas do público brasileiro, ainda mais na época em que a banda trouxe a "Creatures Of The Night Tour" para nossas terras. 


O que seria de um álbum do Kiss sem uma balada, não é mesmo? Nessa faixa, Stanley interpreta muito bem os dramas de sua separação, com uma performance vocal de tirar o fôlego. Diferentemente de outras power ballads da banda, "I Still Love You" é dramática e tensa do começo ao fim, traduzindo em todo e qualquer aspecto o sofrimento que sucede o fim de um relacionamento. Um fato interessante é o de que Eric Carr fez o baixo dessa música, pois Gene Simmons estava expandindo seus negócios de carreira, tenatando atuar em diversos filmes e se dedicando a outrosmprecessos paralelos (O que, mais tarde, levaria a uma crise interna na banda). Vale também checar a apresentação que a banda fez dessa música no MTV Unplugged, já na década de 90.


Sim, "I Love It Loud" é o maior sucesso do disco, mas o verdadeiro destaque vai para a última faixa. Cantado por Simmons, "War Machine" fecha o álbum em grande estilo. É pesada, agressiva e traz um dos mais marcantes riffs de toda a história da banda. Não é a toa que alguns fãs a caracterizam como "Uma das músicas que caracterizam o KISS". De fato, se notarmos bem, tudo aquilo que a banda representa está presente aqui. Um ponto a ser destacado é a perfeita sincronia entre os instrumentos, nesse arranjo que é bem ritmado e preciso, ainda mais quando executado ao vivo. "War Machine" é  uma presença recorrente nos shows da banda desde seu lançamento, e, quando é executada ao vivo, Gene Simmons faz a sua já conhecida performance em que cospe fogo, segurando uma tocha em forma de espada. Essa também é uma daquelas músicas que simplesmente não cabe em palavras, a única coisa que se pode fazer é escutá-la para compreender a sua essência.



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"Creatures Of The Night" pode não ter alavancado a carreira da banda na época, mas hoje é um dos clássicos indiscutíveis não só do Kiss, mas do rock em geral. Seu Legado é até hoje disseminado, tanto que ele será homenageado na edição desse ano do "Kiss Kruise", cruzeiro feito pela banda que dura quatro dias e conta com shows internos e várias outras atrações. 

Creatures é com certeza um retrato de uma fase da banda, uma fase  de incertezas e de firmação. Como Paul Stanley define em sua biografia: 

"Para nós, (o álbum) 'Creatures' foi feito com o choque e a percepção de como estávamos completamente perdidos. O ábum era uma declaração de que desejávamos por a banda de volta nos trilhos".


NOTA: 9,5

               


Fontes:
Paul Stanley - Uma Vida sem máscaras (Editora Belas-Letras)
http://ultimateclassicrock.com/kiss-release-creatures-of-the-night/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Creatures_of_the_Night
https://en.wikipedia.org/wiki/Creatures_of_the_Night

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Review #108 - Love Gun (KISS)


Após terem lançado os clássicos "Destroyer" e "Rock And Roll Over", o KISS continua em seu auge com "Love Gun". Além de ser considerado um dos melhores trabalhos da banda, o álbum é um marco na carreira da banda, pois é o primeiro em que todos os membros da banda nda cantam pelo menos uma faixa. Para abrir essa obra-prima, temos a grande"I Stole Your Love", uma música incrível e bem subestimada que conta com um riff marcante e vocais bem precisos. Logo em seguida vem outro clássico, "Christine Sixteen", cantada por Gene Simmons. É a faixa mais famosa do disco, que tem um atmosfera bem suave que lembra em muitos aspectos os anos 70, E enfim vem "Shock Me", primeira música cantada por Ace Frehley, e um dos pontos altos de "Love Gun".Peter Criss também se faz presente nos vocais de um faixa (Criss já havia cantado no álbum "Destroyer, na clássica power-ballad "Beth). "Hooligan" é uma música simples e cativante, assim como a cantada por Frehley. É claro que não se pode deixar de mencionar a faixa que dá nome ao disco. Ao lado da primeira música, "Love Gun" é o ponto alto do disco. Desde os seus primeiros segundos, a música já se mostra excelente e mostra o KISS em seu auge e com certeza merece estar na lista da melhores da banda. Apesar de ter tido um grande sucesso, "Love Gun" marcou a primeira separação de Peter Criss da banda, sendo substituído por Anton Fing em grande parte da faixas do álbum sucessor, "Dynasty". "Love Gun" é com certeza uma grande produção e que só confirma o KISS como uma das melhores bandas de todos os tempos.    


NOTA : 8,8

sábado, 12 de abril de 2014

Review #75 - KISS (Kiss)

O primeiro álbum da banda americana KISS é um grande marco na carreira da banda. Com clássicos que fazem parte dos shows da banda até hoje, pode ser considerado ainda meio "cru", com um som ainda em desenvolvimento. Um possível motivo pelo qual o som seja tão superficial, é o fato de que Stanley e Simmons tinham acabado de deixar a banda "Wicked Lester", e Ace Frehley e Peter Criss tinham sido contrados a pouco tempo. Mas não é por isso que o álbum deixa de ser muito bom. Para faixa de abertura, temos a clássica "Strutter", que é seguida por outro clássico, "Nothin' To Lose". Também merecem destaque as faixas "Deuce", cantada por Gene Simmons, e "Cold Gin". A faixa que fecha o álbum é "Black Diamond", que é o ponto alto do disco e que hoje é interpretada após um solo de Paul Stanley. A única música que não foi composta por membros da banda é "Kissin' Time", que foi escrita por Kal Mann e Bernie Lowe. Com todas essas características, "KISS" merece grande destaque.   NOTA: 8,5

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Review #49 - Álbuns solo do KISS, Peter Criss (parte 4/4)

O disco solo do baterista do Kiss, lançado em 1978,  é bem leve comparado com os dos outros integrantes da banda. Contendo algumas baladas românticas, como o meloso bolero "Don't Let Me Down", o álbum ainda conta com faixas bastante influenciadas pelo R&B e o country como "I'm Gonna Love You", "Rock me Baby" e "Hook Me on Rock'n'Roll". Outra faixa interessante é a balada pop "You Matter to Me" que conta com teclados e backing vocals bem influenciados pela tendência que começava a surgir no final dos anos 70. Resumindo, o álbum solo do autor do grande sucesso "Beth" (Review #5) é uma miscelânea de estilos que deixa o álbum sem personalidade, mas que vale pelo registro. NOTA 6,4

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Review #46 - Álbuns solo do KISS, Gene Simmons (parte 3/4)


Completamente diferente de Ace Frehley e Paul Stanley, o baixista do KISS, Gene Simmons investe em outros estilos em seu álbum solo. A faixa "See You In Your Dreams", é o ponto alto do álbum, já que traz uma atmosfera mais pesada. A faixa começa de um jeito bem curioso, com risadas demoníacas ao fundo (o que era de se esperar, já que se trata de Simmons). Para quem está acostumado com a imagem de Simmons em suas performances ao vivo, cuspindo fogo e etc, pode se surpreender com seu álbum solo; que não tem absolutamente nada a ver com o estilo da banda. A faixa que mais surpreende é "When You Wish Upon A Star", um clássico infantil da Disney. Não era de se esperar que o homem que se auto intitula "o demônio" cante músicas desse tipo. O resto do álbum não apresenta nada muito original, o que cria uma atmosfera bastante repetitiva. Faixas que merecem um pequeno destaque são "True Confessions" e "Radioactive". Se comparado aos álbuns de Ace e Paul, o solo de Gene realmente não impressiona.   NOTA: 5,5

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Review #44 - Álbuns solo do KISS, Paul Stanley (parte 2/4)

Assim como o álbum solo de Frehley (review #36) o solo de Paul Stanley também continua em um estilo muito semlhante ao do KISS, mas com uma influência do pop. Um grande exemplo disso é faixa "Wouldn't You Like To Know Me ". A presença do pop é totalmente clara, ams ainda percebe-se a linha de guitarra característica do KISS. As linhas de guitarra não são tão elaboradas quanto na banda, talvez devido ao fato de Stanley ser o guitarrista base. A faixa "Hold Me, Touch Me (Think Of We When We're Apart)" é um exemplo de como o álbum foi influenciado pela música da época, sendo uma power-ballad muito característica e . Por outro lado, o álbum conta com faixas bem pesadas como "Tonight You Belong To Me" (ponto alto do álbum),"It's Alright", também uma das melhores do álbum e "Love In Chains".  Concorrendo com o solo de Ace Frehley, Paul Stanley também é melhor do que muitos álbuns do KISS.   NOTA: 8,5

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Review #36 - Álbuns solo do KISS, Ace Frehley (parte 1/4)


Em 1978, devido à desentendimentos entre os integrantes da banda, cada membro do KISS lançou um álbum solo. E o do guitarrista Ace Frehley é de longe o melhor e mais famoso. Como cantor, Ace não desaponta, mas não impressiona muito; mas as suas habilidades como guitarrista estão melhores do que nunca. Diferentemente do baixista Gene Simmons e do baterista Peter Criss, Ace continuou com o estilo Heavy Metal/Hard Rock em seu álbum solo. A faixa de abertura, "Rip It Out", define bem o estilo que seria abordado durante o resto do álbum. A terceira faixa, "Snow Blind", é o ponto alto do álbum. O álbum também conta com o grande hit "New York Groove", que é o motivo do álbum ser o mais famoso dentre os quatro lançados. Destaque também para as faixas "Speedin' Back To My Baby" e "What's On Your Mind", ambas bem parecidas, diga-se de passagem.  Como um todo, o álbum é excelente, e é melhor que muitos álbuns do KISS, como "Crazy Nights" e "The Elder".  NOTA : 8,5

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Review #17 - Lick It Up (KISS)


Após uma grande volta em "Creatures Of The Night", o KISS continua com tudo em "Lick It Up". Exceto pela faixa título, o álbum possui uma atmosfera até mais agressiva e pesada que a do álbum anterior. Abrindo o álbum, a faixa "Exciter" já nos da uma ideia do que está por vir nas faixas seguintes. O único ponto decepcionante do álbum é a faixa "Lick It Up", considerada pela maioria dos fãs e críticos a pior música da banda. E realmente, não é uma faixa a que podemos chamar de criativa, com um refrão pouco trabalhado e uma atmosfera repetitiva. Eric Carr também não decepciona, com um ritmo forte e violento, ele dá um toque a mais no álbum. Destaque para as faixas "Exciter", "Not Fot The Innocent" e "Fits Like a Glove". "Lick It Up", é um álbum muito subestimado, e que merecia mais atenção dos fãs e críticos no geral.  NOTA: 7,2

sábado, 4 de janeiro de 2014

Review #5 - Destroyer (KISS)

Depois do sucesso de "Dressed To Kill" e "Alive!", a banda americana KISS continua com um álbum que foi muito bem recebido pelo público e pela crítica. Lançado no final da década de 70, no auge do movimento Hard Rock e Heavy Metal, "Destroyer" soa como uma continuação de "Dressed To Kill", mas com uma produção e arranjos melhores. Grandes sucessos como "Detroit Rock City" e "Shout It Out Loud", estão presentes no álbum, tal como a balada "Beth", composta e cantada pelo baterista Peter Criss. Essa atmosfera de Heavy Metal persiste nos lançamentos que a banda faria no futuro, mudando um pouco na década de 80, com o lançamento de "Music From The Elder", considerado por muitos o pior álbum da banda. Destaque também para as faixas "Do You Love Me" e "God Of Thunder, cantada pelo baixista Gene Simmons. Ace Frehley também não decepciona com seus riffs e solos. O quarto álbum de estúdio do KISS merece grande destaque na indústria musical.   NOTA: 8,5