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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Review #110 - The Dark Side Of The Moon (Pink Floyd)




Foi em 1973 que o mundo passou a conhecer a verdadeira obra-prima do Pink Floyd. O álbum conceitual "The Dark Side Of The Moon" ainda é considerado o melhor álbum de todos os tempos, e não é sem razão. Cada faixa presente nessa grande produção tem uma proposta única, lírica e musicalmente. Assim como quase todos os álbuns do Pink Floyd, "The Dark Side Of The Moon" não tem pausas entre as músicas, todas são "emendadas"."Speak To Me" é a faixa responsável por abrir o álbum, e traz apenas uma série de efeitos sonoros que estão presentes em outras músicas do mesmo disco, como é o caso das batidas de coração de "Eclipse" e os gritos de "The Great Gig In The Sky". É uma faixa curiosa, mas que ajuda a preparar o ouvinte para o que vem depois. Logo depois vem a faixa "Breathe", uma canção calma e traquila, que quebra a tensão dos gritos da faixa anterior. Um fator que contribui para a atmosfera calma é a guitarra havaiana (slide guitar) de David Gilmour. A letra foi escrita pelo baixista Roger Waters, e trata da vida e do nascimento. Logo em seguida vem "On The Run", outra faixa bem curiosa, por se tratar apenas de uma sequencia de notas tocadas em um sintetizador. A sequência inicial de notas é repetida durante toda a faixa, e há a adição de algumas colagens e efeitos sonoros. A faixa é considerada um dos pontos altos do álbum por alguns. O primeiro grande hit do disco é a faixa "Time". Iniciada por uma passagem de relógios tocando, a faixa possui uma introdução bem longa, que, quando interrompida pela voz de Waters, mostra a grande genialidade dos quatro membros da banda. Não se pode deixar de citar também o fantástico solo de David Gilmour após o primeiro verso, que é definitivamente um dos seus melhores. A faixa também conta com o tecladista Richard Wright nos vocais durante o refrão. "The Great Gig In The Sky" é a música que sucessora de "Time", e surgiu de uma progressão de acordes de Wright. A intenção dos integrantes era fazer uma faixa apenas instrumental, mas decidiram colocar uma voz feminina algumas semanas antes do álbum ser finalizado. A vocalista da música é Clare Torry, e foi sugerida pelo engenheiro de som Alan Parsons. Logo depois, vêm os inconfundíveis sons de caixas registradoras que antecedem "Money", o grande sucesso do disco. É a única canção que entrou para o Top 20 da Billboard da época, e com razão. A linha de baixo é fantástica, sem mencionar outro solo exclente de Gilmour. Após a grande intesidade e agitação de "Money", vem a suave e tranquila "Us & Them", a faixa mais longa do álbum, com 7 minutos e 49 segundos; e que conta com dois solos de saxofone.Porém, há uma quebra da suavidade logo no refrão, mais pesado e agressivo, mas que não dura muito e logo a faixa retoma a calma. É com certeza Um dos pontos altos do disco. "Any Colour You Like" é outra instrumental fantástica, e é a única música da carreira do Pink Floyd que é creditada a todos os membros da banda exceto Roger Waters. E, para o grande desfecho dessa obra-prima, temos "Brain Damage", uma homenagem de Waters para Syd Barret, antigo guitarrista da banda. Este é com certeza o ponto alto do disco, devido a sua composição extremamente trabalhada e atmosfera leve, mas ao mesmo tempo intensa. E, o grande desfecho vem o "Eclipse", muitas vezes tida como uma continuação da faixa anterior. É uma faixa instensa, com um órgão bem presente, assim como o coro. As batidas de coração encerram o álbum que tem tudo para ser o melhor de todos os tempos, e que é admirado até os dias de hoje.

NOTA: 10,0

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Review #88 - The Wall (Pink Floyd)


Considerado por alguns o melhor álbum da década de 70 e um dos melhores de todos os tempos, "The Wall" mostra o Pink Floyd em seu ápice. Ministrado principalmente por Roger Waters, o disco foi lançado como LP duplo e teve uma adaptação cinematográfica. Seguindo a tendência dos álbuns anteriores, "The Wall" é um álbum conceitual, que surgiu a partir da frustração de Waters para com o público dos shows do Pink Floyd. Waters estava tão frustrado que se imaginou construindo um muro entre o palco e a banda. Sendo uma Ópera-Rock, o álbum se passa dentro de uma história. O personagem é Pink, cujo pai fora morto durante a Segunda Guerra Mundial. Oprimido pela mãe, ridicularizado pelos professores e atormentado na escola, Pink aos poucos se isola da população, isolamento representado metaforicamente pelo muro. Cada uma das suas insatisfações é mais um tijolo no muro. Após o fim do casamento de Pink, o muro se é terminado. Já atrás da parede, a paranoia de Pink aumenta. Ele começa pensar que é um ditador fascista, e é posto em julgamento por ele próprio. Como "pena" ele deve por o muro abaixo e se abrir para o mundo exterior novamente. O álbum inclui várias referências a Syd Barrett, ex-membro da banda. Musicalmente falando, o álbum realmente impressiona. Além de incluir uma música dividida em três partes chamda "Another Brick In The Wall", cuja segunda parte é a música mais conhecida de toda a carreira da banda, o disco conta com outras grande faixas mais desconhecidas como "In The Flesh" e "Nobody Home". Pode-se também destacar a triste e dramática "Hey You", que narra o ponto da história em que Pink já se encontra isolado de um lado do muro, e pede ajuda para alguém do outro lado. Mas sem dúvida, o ponto alto é "Comfortably Numb", que narra o momento em que Pink se encontra atordoado por drogas por ele ingeridas. Além de conter uma melodia belíssima, a faixa conta com dois grandes solos, o segundo apontado como o melhor da banda e o maior de todos os tempos. Durante uma turnê, a música era executada pelo guitarrista David Gilmour em cima de um muro de mais de 10 metros. Foi executada novamente em 2010, em um show de Roger Waters na arena O2, onde Gimour Volta a aparecer em cima do muro. A última música mais conhecida do álbum é "Run Like Hell",muito bem executada em shows ao vivo do grupo. O disco foi muito bem reconhecido, foi condecorado com platina 23 vezes e é o terceiro mais vendido dos EUA. Sem dúvida, "The Wall" é uma grande composição e mostra a genialidade de Roger Waters ao compor letras e arranjos. É certamente um dos melhores discos de todos os tempos.    

NOTA: 9,8

sábado, 4 de janeiro de 2014

Review #7 - Wish You Were Here (Pink Floyd)

Após o imenso sucesso de "The Dark Side Of The Moon", a banda inglesa Pink Floyd lançou o grande álbum "Wish You Were Here".No auge do movimento psicodélico/progressivo, o ábum foi muito bem recebidompela crítica e pelo público. Apesar de conter poucas faixas,"Wish You Were Here" continua com o estilo progressivo que foi começado em "Obscured By Clouds". Na clássica faixa "Shine On You Crazy Diamonds", esse estilo é muito explorado, assim como na faixa "Echoes" , do álbum "Meddle". O álbum também conta com a clássica faixa "Wish You Were Here", composta por David Gilmour e Roger Waters, e dirigida pelo ex-vocalista Syd Barret. Essa música foi para o topo logo que foi lançada, tornado-se mais um hino da banda, assim como "Money" e "Another Brick In The Wall pt.2". Ainda estão incluídas no álbum duas faixas não tão representativas, como a controversa "Have A Cigar" e "Welcome To The Machine". Conta com o uso de muitos sintetizadores, com "Have A Cigar" sendo baseada principalmente no uso de tal material. Praticamente todos os riffs foram criados por Gilmour, e todas as letras por Waters e Barret, que , combinados, formam uma álbum pequeno, mas excelente.   NOTA: 9,2