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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ghost: Mudando de direção abraçando o Pop em novo EP (Review - Popestar).


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Se há uma banda atual que está crescendo num nível exponencial, essa banda é o Ghost. Se "Meliora" provou o quanto o grupo sabe surpreender e desenvolver um som eclético e pesado, o seu novo EP, "Popestar", mostra uma veia mais comercial. Assim como em "If You Have Ghosts", a banda apostou em covers de bandas consagradas dos anos 80, além de apresentar uma música totalmente inédita que dividiu opiniões. Aliás, todo o registro dividiu os ouvintes: Por um lado há aqueles que defendem a evolução sonora da banda, enquanto do outro lado há aqueles que acham que o som mostrado em "Opus Eponymous" nunca deveria ter sido deixado de lado.




Abrindo o EP temos uma faixa totalmente inédita. "Square Hammer" já começa surpreendendo, seja pelos teclados bem presentes ou pelo instrumental "alegre demais" para uma música do Ghost. Para os fãs mais hardcore, a fase áurea da banda acaba aqui. Porém, se analisada de uma forma menos rigorosa, percebemos que é uma faixa consistente e bem trabalhada; seja pelos vocais , pelo riff bem bolado ou pela ótima mixagem da bateria. "Square Hammer" foi, num contexto geral, bem recebida pelos fãs, que acolheram essa nova fase da banda de braços abertos, alguns até elogiando a exploração que a banda fez com novos sons. Vale dizer que também foi uma faixa responsável por atrair novos ouvintes, justamente devido seu arranjo mais leve e comercial, uma estratégia muito bem elaborada por parte dos produtores O lançamento do EP foi acompanhado por um clipe para esta faixa, que foi sabiamente escolhida para abrir os shows da atual turnê. O vídeo é uma grande homenagem aos filmes de terror antigos e aos longas futuristas, como "Metropolis".




Podemos dizer que essa é a única música desse EP que tem a "cara do Ghost". Um clima tenso, instrumental pesado e um ritmo variante que mantém muitos aspectos da versão original do grupo setentista "Echo And The Bunnymen". É interessante e bem construída, mas que dificilmente será tocada ao vivo, um evento que seria interessante de assistir.

3) I Believe (Cover de Simian Mobile Disco)

Assim como no cover de "Waiting For The Night" do antigo EP, nessa música o Ghost consegue apresentar um arranjo bem  mais interessante que o presente na música original. Em sua versão, o grupo Simina Mobile Disco apresentou uma faixa que abusa dos teclados e samplers  bem típico dos anos 80. Já em sua releitura, O Ghost nos mostra uma versão mais melancólica, apenas com voz e teclado, mas ainda mantendo citações ao arranjo original de teclado. É um destaque positivo, que mostra tanto a versatilidade instrumental e musical da banda como a sua capacidade de transformação.


Aqui está uma verdadeira pérola. Ao ser anunciado o tracklist do EP, todos se perguntavam qual seria a música da dupla oitentista que escolhida para ser revisitada aqui. Sim, seria interessante ouvir um cover de "Sweet Dreams (Are Made Of This)", mas podemos dizer que o grupo foi feliz na escolha de "Missionary Man" para a homenagem. É uma música forte, direta e impactante, com um ritmo contagiante e que conta com diversos recursos sonoros, como, por exemplo, um solo de gaita. Diferentemente de "I Believe", a banda decidiu manter o arranjo original, substituindo as grandes doses de teclado por guitarras bem pesadas. De uma forma geral foi um cover bem trabalhado e bem produzido (E até divertido, em alguns aspectos), mas que, justamente por não trazer nada de novo, não surpreendeu os fãs que já conheciam a obra da Eurythmics (Como este que vos escreve). Não é uma música ruim, apenas não é inovadora (Mas isso não tira os seus méritos).


Se os fãs mais radicais da banda queriam um argumento para comprovar que o Ghost se vendeu, aqui está ele. Para quem ouviu uma banda que um dia cantava músicas como "Satan Prayer" e "Year Zero", ouvir a mesma banda cantando uma narrativa sobre a criação mundo pelas maõs do grande Criador pode ser uma surpresa negativa. Em um primeiro momento, "Bible" é difícil de engolir, seja pela sua temática lírica ou pelo seu arranjo excessivamente melódico e meloso. Porém, assim como muitas outras faixas experimentais que são lançadas por aí, ela é uma obra que precisa ser ouvida diversas vezes para que seja de fato compreendida em sua essência. Narrando a história do homem desde o momento da criação até o dia em que "cidades de metal surgiram e ascenderam", "Bible" é a grande causa da discórdia entre os fãs com relação a esse EP. É uma faixa diferente, disso não temos dúvida, mas também é encantadora e inspiradora, apesar de não conter nenhum dos traços que a identifiquem como uma música do Ghost.

Resultado de imagem para ghost bandAo final podemos concluir que: Apesar do EP nos mostrar a grande capacidade da banda de adaptação e evolução musical, os arranjos totalmente pop deturparam um pouco a essência do grupo. Seria interessante ouvir algumas (poucas) músicas do estilo "Square Hammer" em um álbum de estúdio, mas um disco composto inteiramente de músicas desse tipo seria decepcionante, pois, querendo ou não, ainda temos grande consideração pelos riffs de "Opus Eponymous" e pela genialidade de "Meliora" (Que foi um álbum que conciliou muito bem os aspectos experimentais e vanguardistas, em faixas como "He Is" e a obra prima "Deus In Absentia", com os arranjos pesados e intensos vindos do Opius, em faixas como "Cirice" e "Absolution"). Saldo final: Positivo.

NOTA: 8,5


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Review #121 - Meliora (Ghost)

Mais uma era tem início no Ghost. É esse o primeiro pensamento ao ouvir o empolgante e surpreendente "Meliora", o tão esperado sucessor de "Infestissumam" (Review #119) e um dos lançamentos mais esperados de 2015. Diferentemente daquela presente em seus antecessores, a temática abordada neste trabalho é mais otimista e filosófica, convidando o ouvinte a refletir sobre a vida e seus conceitos, o que difere muito de canções como "Year Zero" e "Death Knell". Para isso, a banda propõe uma grande jornada à um mundo futurista. Musicalmente, o álbum surpreende até mesmo aos fãs mais fiéis da banda, por trazer músicas com uma sonoridade e um estilo bem diferentes daqueles explorados pela banda nos dois álbuns anteriores. "Meliora" traz uma síntese dos arranjos pesados de "Opus Eponymous" e das melodias hipnorizantes de "Infestissumam", o que resulta num álbum sólido e dinâmico, o que evidencia a evolução da banda desde a sua formação em 2008. "Spirit" é a faixa escolhida para a abertura do disco. A música age como uma guia, um ato introdutório ao universo de "Meliora", por isso possui uma atmosfera tão épica e cativante. Ao se ouvir esta faixa, logo de cara somos levados à um clima típico de filme de futurista dos anos 60/70, proporcionado pela união entre teclado e coral que abre a música. Nesta música, se destaca o arranjo pesado que evidencia a evolução técnica da banda, com riffs muito bem desenvolvidos e um teclado bem presente. De acordo com um Nameless Ghoul, o riff de "Spirit" veio quando a banda estava ensaiando para a sua segunda turnê. Terminada a introdução, é hora de entrar de vez no universo do álbum. O riff de baixo anuncia o começo de "From The Pinnacle To The Pit" (Mini-Review #6), um dos grandes destaques e segundo single do álbum. Os vocais de Emeritus III se destacam nessa faixa, assim como a seção que se inicia aos 1:40 da música, onde a atmosfera tensa e repetitiva (porém bem feita) da música muda para uma mais cativante e que traz um pequeno ar de otimismo, onde pode-se ouvir Emeritus cantando em uníssono com  o coral e o teclado. A propósito, deve-se mencionar que os vocais são um ponto alto de todo o álbum. Quanto a sua temática, a música parece lidar com a ideia do poder e da ambição humana, se basearmos essas suposições no videoclipe da música. A atmosfera tensa e o arranjo pesado se mantêm em "Cirice", terceira faixa e primeiro single do álbum, cuja capa faz uma brilhante releitura da capa do filme "O Silêncio dos Inocentes", 1991. A música começa com um arranjo acústico bem leve, apresentando o tema que será explorado no começo da canção. o clima vai crescendo, ainda com o arranjo acústico, até chegar ao seu ápice e começar de verdade, com uma performance incrível de guitarras que, aliás, levam destaque pelo incrível solo que nos é apresentado nessa música. Outro fato curioso sobre "Cirice" é o de que ela é a primeira música do Ghost a apresentar um solo de teclado propriamente dito que, apesar de breve, nos mostra que a banda ainda tem muitas cartas na manga quando se trata de técnica e musicalidade. O clipe da faixa é uma atração a parte, pois traz uma pequena versão de Emeritus e lida com as forças do sobrenatural. Quanto ao tema abordado, um dos Ghouls afirma que "O ouvinte está livre para interpretar a mensagem mais profunda- apesar do tema literal ser a manipulação de uma igreja, por exemplo". "Spöksonat" é um pequeno interlúdio acústico de pouco menos de um minuto, onde pode-se perceber a presença do trítono; sequência de notas muito explorada pelas bandas de Doom Metal e também está presente na lendária faixa "Black Sabbath", da banda homônima, em "Am I Evil", da banda Diamond Head. A faixa age como uma transição entre as atmosferas das primeiras faixas e do clima que será explorado na próxima música. A temática, a atmosfera e até os instrumentos mudam nessa que pode ser considerada a mais atípica das canções desse álbum. "He Is" é com certeza uma surpresa bastante agradável para todos ouvintes, fãs fiéis da banda ou não. Começando com mais um arranjo acústico, a faixa traz um refrão cativante cantado pelo Papa e pelo coral. Diferente de tudo o que a banda vinha explorando até então, a faixa permanece numa atmosfera suave e com vocais limpos. O mais próximo que a banda havia feito de algo assim era a primeira parte de "Ghuleh / Zombie Queen". A sua temática é bem clara: A exaltação à "besta de muitos nomes" que se encontra no fundo do abismo. "He Is" é a escolha perfeita para fechar o Lado A do álbum de uma forma inusitada e imprevisível, mostrando toda a capacidade musical que a banda tem para mostrar ao público. O próximo lado começa com "Mummy Dust"  que leva o título de faixa mais pesada do álbum. Com vocais extremamente sujos e com um instrumental pesado, a música retoma a atmosfera que vinha sendo construída antes de "He Is". Lembrando vagamente alguns elementos do Thrash Metal característico do banda Megadeth, a música age como uma nova introdução ao univeros futurista do álbum, assim como "Spirit". Em contraponto à essa faixa, vem "Majesty", uma faixa que se baseia mais na parte melódica do que na propriamente técnica. Terceiro single do álbum, "Majesty" é um dos pontos altos das apresentações ao vivo da banda desde o começo do ano. De acordo com um dos Ghouls, a composição dessa música data das sessões de gravação de "Infestissumam". Ele ainda afirma que o refrão original da música era diferente do atual. O refrão que se ouve no álbum é "Old one, master,all beauty lies within you" ( Velho, mestre, toda beleza se encontra dentro de você), a proposta original para essa parte era : "Satan, master, all beauty lies within you" (Satã, mestre, toda beleza se encontra dentro de você). O motivo da troca, segundo o Ghoul, foi justamente a palavra "satan", no último álbum, impediu que uma música de "Infetissumam" (Year Zero?) fosse tocada nas rádios. Sendo o terceiro single do álbum, "Majesty" também possui uma releitura em sua capa, nesse caso do filme "King Kong". Logo após, os ouvintes são presenteados com mais um pequeno interlúdio antes do grande final do álbum. A intenção original de "Devil Church" era a de ser a introdução de "Cirice", mas acabou sendo colocada como uma faixa à parte das demais, para reforçar a ideia do álbum ser uma jornada.  "Absolution", penúltima faixa do álbum, é mais um dos grandes destaques desse trabalho, pois alia melodia, técnica e letra para formar uma verdadeira obra-prima. Lançada como Lado B do single "Cirice", a música é intensa desde os primeiros acordes e traz uma atmosfera bem pesada, além de um refrão cativante. Mais uma vez, Emeritus impressiona nos vocais, mostrando que evoluiu bastante desde o primeiro álbum. A temática e a letra de "Absolution" podem ser consideradas as melhores de todo o álbum, pois lidam com a ideia de pecado aliado à ambição humana. Definitivamente uma das melhores faixas do grupo. Essa grande viagem tem seu fim em "Deus In Absentia", mais uma grande surpresa ao ouvinte. Assim como "He Is", a faixa traz um estilo até então nunca explorado pela banda com uma temática ainda mais obscura. Em uma entrevista, um dos membros da banda afirma que "Deus In Absentia" ("Na ausência de Deus") essa música trata justamente da ausência de Deus nos dias atuais. Quando Deus se foi, nós criamos a internet e as Guerras. Musicalmente, a música se contrapõe a sua temática, pois traz uma atmosfera bem  otimista. Começando com o som de um relógio, a música conta com diversas sessões, que vão desde um ritmo que lembra ritmos latinos até os corais de uma igreja. Foi a escolha perfeita para fechar essa verdadeira obra-prima que ainda conta com uma faixa Bônus na sua versão de luxo. "Zenith" está presente apenas no box set que foi lançado juntamente com o álbum. É uma faixa que segue o estilo do álbum e que possui outra releitura em sua capa, dessa vez do filme "O Bebê de Rosemary". De modo geral, "Meliora" mostra a incrível evolução técnica e musical do Ghost, e que prova que o grupo ainda tem muito a mostrar tanto aos ouvintes casuais quanto aos fãs.

NOTA: 9,4


  

domingo, 19 de julho de 2015

Mini Review #6 - From The Pinnacle To The Pit (Ghost)


Após a suposta "demissão" de Emeritus II, o Ghost presenciou o início de uma nova era. Com inúmeros teasers misteriosos, a banda conseguiu, mas uma vez, causar grande ansiedade nos fãs. Essa ansiedade foi apaziguada ao ser anunciado o lançamento da faixa "Cirice", primeiro single de "Meliora", vindouro álbum da banda e sucessor do bem sucedido "Infestissumam" (Review #119). Com isso, a banda realizou alguns shows pela Europa, onde foram tocadas algumas músicas do novo álbum. Pouco tempo após o lançamento oficial de "Cirice", o Ghost liberou a faixa "From The Pinnacle To The Pit", uma das musicas apresentadas ao público nos shows e segundo single de "Meliora". Apesar de não conseguir superar "Cirice", a faixa  com certeza impressiona. Começando com um riff de baixo muito bem trabalhado (o que faz lembrar clássicos como "Con Clavi Con Dio e "Prime Mover") , a música é cativante e dinâmica, com uma melodia repetitiva mas muito bem feita, com destaque para o trecho que começa em 1:40 e vai até 2:13, onde pode-se ouvir os vocais suaves do novo vocalista, Papa Emeritus III, cantando em uníssono com um coral. Aliás, a voz de Emeritus III merece um grande destaque, pois atinge os altos e baixos de uma maneira impressionante. "From The Pinnacle To The Pit" nos mostra com total clareza o potencial que a atual formção do Ghost tem, e aumenta ainda mais a expectativa com relação a "Meliora".

NOTA: 9,3

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Review #119 - Infestissumam (Ghost)

Foi após o Rock In Rio de 2013 que o Brasil passou a conhecer melhor a banda de heavy metal sueca Ghost. Os membros foram recebidos com uma certa reprovação por grande parte do público do festival, que aguardavam ansiosamente pelo headliner da noite, o Metallica. Mas, muitos brasileiros, talvez por mera curiosidade, resolveram pesquisar mais profundamente o som da banda. E estes se depararam com uma grande antítese da igreja católica. Essa é a proposta trazida pela banda e, para isso, se vale de muitos artefatos, a começar pelo próprio visual da banda, repleto de símbolos e roupas que imitam aquelas usadas pelos antigos papas e cardeais. O som da banda, nesse álbum excepcionalmente, não está tão pesado como em seu antecessor, "Opus Eponymous", e mistura arranjos modernos com certas características do Canto Gregoriano. Sendo uma antítese da igreja, as letras da banda falam sobre todo e qualquer assunto que destoe da religião, tais como sexo e a própria exaltação ao Diabo. Se analisadas de um ponto de vista mais filosófico e profundo, pode-se dizer que elas são uma crítica ao modo como as pessoas tentam se adequar aos padrões da sociedade por meio da religião, enquanto na verdade cultivam sementes de revolta e liberdade em suas almas. De acordo com a banda, tanto os visuais como as letras são representações muito bem colocadas e não passam de elementos teatrais. É esse estilo teatral trazido pela banda é o que a torna interessante e diferente das bandas de rock de atualmente, tais como Nickelback e Blink-182, que preferem fazer um som mais comercial e pouco original. "Infestissumam" é o segundo álbum da banda. Nesse álbum, a banda conta com o "Papa Emeritus II", suposto segundo vocalista da banda. A faixa de abertura é a própria "Infestissumam", que começa com um coro de Canto gregoriano, evoluindo sucessivamente até serem introduzidos os demais instrumentos. O arranjo da música se assemelha bastante ao da faixa "Genesis", que fecha o álbum anterior. Isso ajuda a retificar a afirmação de um dos "Nameless Ghouls", que diz que este álbum age como uma continuação do primeiro. "Per Aspera Ad Inferi" é a segunda faixa e chega imediatamente após a primeira, como uma espécie de medley. Pode-se dizer que é a faixa mais pesada do álbum, e por isso é um de seus destaques. Vale notar que os vocais de Emeritus são suaves e limpos, o que cria uma antítese entre os vocais e a letra bem interessante. Traduzido literalmente, o título da música significa "Por todas as dificuldades até o Inferno". O seu significado é um mistério, o que deixa a letra para livre interpretação. O medley entre as suas primeiras faixas foi usado como faixa de abertura dos show da turnê de divulgação do álbum, agindo muito bem como faixa de abertura. O primeiro single do álbum foi "Secular Haze", lançado numa jogada de marketing genial. Aliás, marketing é um ponto a ser destacado, pois o Ghost consegue promover os seus álbuns e singles de uma maneira espetacular. Para "Secular Haze", a banda lançou apenas o instrumental dessa faixa em um site criado por eles. A música foi cantada pela primeira vez dois dias depois dessa divulgação, em momento que Papa Emeritus I some na escuridão, dando lugar ao Papa Emeritus II, faz a performance em seu lugar a partir de então. A faixa não é tão pesada quanto as outras duas, mas tem o seu lugar no coração dos fãs e também é um dos destaques do disco. "Jigolo Har Megiddo" é uma das faixas mais subestimadas desse trabalho. Com uma atmosfera mais leve, a música é cativante e menos intensa do que as outras, apesar de sua letra, tratar de uma apresentação de um ser ao ouvinte. De qual ser se trata cabe ao ouvinte descobrir. "Ghuleh/ Zombie Queen" é uma faixa bem curiosa. Trazendo elementos instrumentais do Rock progerssivo, a música, inicialmente, destoa de toda a atmosfera que vinha sendo construída ao decorrer do álbum. Começa com apenas um piano, que evolui, juntamente com os vocais, até chegar em momento em que ela volta , parcialmente, à atmosfera anterior. Depois de toda essa mudança de arranjo, somos levados a um mundo onde Reinos caíram, o céu e toda a divindade foram derrubados, e o destino da humanidade é o sofrimento eterno. Sim, "Year Zero" é uma faixa polêmica. Antes de mais nada, Papa Emeritus invoca seis dos mais temidos seres do submundo: Belial (Baal em português), Behemoth, Beelzebub (Belzebú em português), Asmodeus e, é claro, Satanás e Lúcifer. O arranjo da faixa não pe tão pesado, mas sua atmosfera é bem mais intensa do que a das outras faixas. "Year Zero" descreve um futuro onde o mal reina e tudo se resume à sofrimento e tormenta. Se analisada profundamente, a música trata de uma crítica ao fanatismo, e como os seres humanos são corrompidos pelas mais diversas coisas. Definitivamente, não é uma faixa para qualquer ouvinte. Deixando de lado a parte lírica, a música conta com um instrumental bem desenvolvido e com bastante presença dos teclados e do coral, com direito a um solo de guitarra no meio. "Body And Blood" vem para acalmar a atmosfera depois de toda a intensidade da faixa anterior. Possui um arranjo muito semelhante ao de "Jigolo Har Megiddo", leve e suave. "Idolatrine" e "Depht Of Satan's Eyes" são muito parecidas. São faixas dinâmicas e precisas, sem muitos adornos. Lembram mais o Heavy metal comum. Para fechar o álbum, temos seu maior sucesso, a hipnótica "Monstrance Clock". A faixa conta com vocais suaves e com um refrão hipnotizante, que cativa o ouvinte. Desde o seu lançamento, a música é a responsável por fechar os shows da banda, em momento  singular onde a banda e a plateia cantam em uníssono. De acordo com o Papa Emeritus, a música se trata de nada mais nada menos do que sexo, da junção de dois seres como se fossem um só. Musicalmente, a música conta com um arranjo suave e intenso ao mesmo tempo, especialmente nos últimos refrões, que culminam nos momentos finais, onde um coral canta repetidamente o refrão. Conta com uma grande presença dos teclados e foi a escolha perfeita para fechar o álbum. "Infestissumam" foi um verdadeiro marco na história da banda, pois com ele o Ghost conseguiu conquistar um público que antes não simpatizava com a ideia geral da banda,  Apesar de não ser a banda mais conhecida, o Ghost está evoluindo no quesito popularidade e tanto sua música como sua aparência provam que é uma banda que crescerá muito com o decorrer das décadas.

NOTA:  8,9