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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lado B: Rush

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Oscar Niemeyer uma vez disse o seguinte sobre a cidade de Brasília: "Você pode gostar ou não da cidade, mas nunca poderá dizer que já viu algo igual". Assim também pode ser definida a música do Rush: Agradando ou não, não há nada igual ao som que o trio faz. Influenciadores e precursores do metal progressivo, a banda vem deixando um catálogo imenso, com uma música melhor do que a outra. Mas, nem só de "Tom Sawyer", "Subdivisions" e "The Spirit Of Radio" que é composta carreira da banda, que conta com diversas faixas que muitas vezes passam despercebidas, mas que não por isso perdem o seu mérito. Aqui, listamos 5 delas:

Resultado de imagem para rush band prime mover1) Prime Mover

"Hold Your Fire" não é um álbum bem visto por alguns fãs da banda, seja por sua grande presença de teclados ou pelos arranjos excessivamente melódicos. Mas, o fato é que esse disco nos trouxe verdadeiras pérolas e canções muito subestimadas (Incluindo a odiada "Tai Shan", que até os membros da banda dizem se arrepender de ter feito). "Prime Mover" é um exemplo daquele tipo de música que literalmente não se consegue descrever, é necessário ouvi-la. Com sua melodia fantástica e bem trabalhada, a faixa leva o leitor por uma grande viagem sensorial pelos reinos do otimismo e da alegria (Bem presente na atmosfera geral da música), trazendo ainda uma letra motivacional. É impossível não se sentir bem ao ouvi-la e é uma pena que não seja uma faixa conhecida do público em geral.

Resultado de imagem para rush counterparts2) Cut To The Chase

Em contradição com o otimismo feliz de "Prime Mover", essa é uma faixa tensa e dinâmica, sem muitos teclados e totalmente sem ornamentos. Seguindo a proposta do álbum "Counterparts" de trazer volta as raízes, digamos, "pesadas" da banda, "Cut To The Chase" é uma faixa crua e que "vai direto ao assunto", com uma guitarra bem presente e uma linha baixo marcante. Era uma das favoritas para serem tocadas na R40 Tour, mas infelizmente não foi executada pela banda, apesar de Geddy Lee ter dito em uma entrevista que seria "legal tocar essa música". Apesar de ser bem conhecida pelos fãs devotos da banda, "Cut To The Chase" geralmente passa despercebida quando se fala na banda.

Resultado de imagem para rush 21123) Lessons

Divagações e reflexões acerca das lições aprendidas na vida da banda são o tema principal dessa canção do aclamado "2112", álbum responsável por alavancar a carreira da banda em 1976. Foi escrita inteiramente por Alex Lifeson, e os traços auto biográficos são evidentes. Aqui, o guitarrista analisa a sua escolha e a dos demais membros da banda de se dedicar totalmente á música, abandonando tudo para trás. É uma faixa simples, porém cativante que dá uma boa pausa após a intensidade que havia sido apresentada nas músicas anteriores do disco. No final, a lição que fica é: Siga seu coração e seus sonhos.

Resultado de imagem para rush debut here4) Here Again

O primeiro álbum da banda é uma obra de rock n' roll puro, com faixas aclamadas como "Working Man" e "Finding My Way". Porém, passando praticamente despercebida, está "Here Again", talvez a primeira música realmente progressiva do Rush. Com a letra escrita por Lifeson, a faixa traz elementos do Blues e alguns detalhes do jazz e é uma verdadeira obra prima dos primeiros anos da banda. Ela vai evoluindo progressivamente, até chegar em seu clímax aos 4 minutos e 10. Merece, com certeza ser mencionada como uma música representativa do início da banda, por já apresentar uma certa maturidade artística que, mais trade, resultaria em obras-primas como "Xanadu" e "La Villa Stragiato".

Resultado de imagem para rush chain lightning5) Chain Lightning

Famosa entre os fãs, desconhecida pelos outros, "Chain Lightning" faz parte do também subestimado "Presto", álbum de retorno da banda após a época dos teclados e sintetizadores. É uma faixa que se destaca pelas mudanças de ritmo e de atmosfera (Já conhecidas por quem está familiarizado com o som da banda) e pela melodia suave e encantadora que, aliada ao andamento variante, cria uma faixa que é ao mesmo tempo inspiradora e tensa em alguns momentos. É uma faixa complexa, com um andamento variado e que narra uma chuva de asteroides. Transita muito bem entre o técnico e o melódico, criando um tipo de música que só o Rush pode criar, afinal, é uma das poucas bandas que faz mudanças de ritmo parecerem naturais e previsíveis.

Também mercem ser citadas: How It Is, Out Of the Cradle, Red Lenses, In The End, Lakeside Park, Madrigal, Red Tide, War Paint, The Big Wheel e Spindrift.

domingo, 17 de maio de 2015

Off-Review #1 - R40 Tour (Rush) - Setlist comentada.


A tão esperada turnê de 40 anos do Rush finalmente teve início no dia 8 de Maio, na cidade de Tulsa no estado de Oklahoma. A turnê já passou por quatro cidades além de Tulsa, e já tem datas marcadas até o dia 1 de Agosto. Por enquanto ainda não foram divulgadas datas fora da América do Norte, mas os fãs sempre têm esperanças e, de acordo com rumores, a banda passará pela América do Sul e pela Europa no começo de 2016. Tudo o que nos resta é esperar.
  Mas, enquanto não podemos prestigiar esse espetáculo de perto, vamos acompanhando as transmissões dos shows feitas por alguns fãs muito solidários e, é claro, as postagens das setlists. O set da R40 Tour trouxe muitas surpresas agradáveis aos fãs, com algumas música que não são executadas a muito tempo. Nessa turnê, a banda está trabalhando com um conceito novo, onde tocam músicas de todas as suas fases, partindo da mais atual para a mais antiga. Dito isso, vamos analisar cada música que foi tocada pela banda até o atual momento (ou seja, músicas que forram anunciadas aqui como não tocadas já poderão ter sido tocadas dependendo da época em que você estiver lendo). Vamos lá:


PRIMEIRO SET:


 As três primeiras músicas do set são dedicadas ao último lançamento da banda, "Clockwork Angels", que contou com uma turnê muito bem sucedida que acabou em 2013. Em Tulsa, na noite de abertura, a faixa-título foi a escolhida para abrir a apresentação. Uma escolha muito bem pensada, se levada em consideração a intensidade que a música traz. Porém, nos shows subsequentes, ela deu lugar a "The Anarchist",quarta faixa do álbum. Apesar de não ser tão intensa quanto "Clockwork Angels", traz uma dinamicidade incrível e também é uma ótima escolha para abrir o set. Ambas as músicas contaram com vídeos próprios, que remeteram a atmosfera steampunk que foi trazida nas turnês "Time Machine" e "Clockwork Angels". Ótimas músicas, que realmente deram ao espectador uma noção do que estava por vir.


Na segunda noite de show, os fãs foram novamente surpreendidos com "The Wreckers", oitava faixa de "Clockwork Angels". A música já não é tão intensa e tão dinâmica quanto as outras duas, é mais melódica e sentimental. Mas, não deixa de ser uma boa escolha para o set, visto que foi um dos maiores sucessos do álbum.

Nota: No dia 8 de Maio, a segunda faixa foi "The Anarchist" e no dia 12 de Maio, foi "Clockwork Angels". Em amabas as noites, "The Wreckers" não foi executada.


A terceira e última faixa de "Clockwork Angels" foi "Headlong Flight". Dinâmica e intensa e com uma grande riff de baixo realizado pela grande Geddy Lee,  e,, ela ainda traz uma grande energia e emoção a plateia. Vale lembrar que Geddy utilizou o seu Fender Jazz Bass em todas as músicas de "Clockwork Angels". Em "Headlong Flight", ele utilizou o modelo Custom Shop seafoam verde, que já havia sido mostrado por ele em duas fotos publicadas no facebook.


Terminada a sessão "Clockwork Angels", agora é hora de visitar "Snakes & Arrows", lançado em 2007. "Far Cry" é a música de abertura e foi a escolhida para começar essa parte do show. É recorrente em todas as setlists da banda desde a "Snakes & Arrows Tour", e isso se deve a um motivo: "Far Cry" é, ao mesmo tempo melódica e intensa, e mescla muito bem as parte pesadas com partes leves. Isso sem falar no show de pirotecnia que acontece no palco após o segundo refrão, que leva a plateia a loucura sempre que é executado. 


A primeira grande surpresa do setlist foi sem dúvida a sétima faixa de Snakes & Arrows e segundo maior instrumental da banda. "The Main Monkey Business" foi uma surpresa um tanto agradável, tanto para aqueles que estavam assistindo ao vivo como para aqueles que estavam acompanhando via streaming (como este que vos fala). Juntamente com "Hope" e "Malignant Narcissism", essa música é um dos instrumentais de Snakes & Arrows e é tida pela maioria dos fãs não só como o melhor instrumental, mas como a a melhor faixa do álbum.


Como já era esperado, a banda não apresentou nenhum dos covers que foram gravados no álbum "Feedback", de 2004. Em vez disso, foram direto à "Vapor Trails". Esse álbum marcou a volta da banda ao estúdio depois de um longo hiato que se deu devido à trágica morte precoce da filha e da esposa de Neil Peart. Nos dias 8 e 12, a música escolhia para representar o disco foi "One Little Victory", a faixa de abertura. Com uma intensa entrada de bateria e guitarra, a música fez um enorme sucesso quando foi lançada, especialmente nos shows ao vivo. Dessa vez não foi diferente e a plateia enlouqueceu logo nos primeiros acordes. Geddy utilizou um baixo Gibson Thunderbird II para a execução dessa faixa, quebrando assim o seu costume de apenas utilizar baixos Fender. "How It Is" é a grande surpresa da turnê até agora, visto que ela nunca havia sido executada ao vivo pela banda antes. Apesar de não ser uma das mais conhecidas de "Vapor Trails", a faixa é bem querida entre os fãs e deixou muitos emocionados ao ser executada. Foi tocada em Lincoln (10/05) e Austin (16/05).


Para a tristeza de alguns fãs (incluindo este que vos fala), a banda ainda não apresentou nenhuma faixa do disco "Test For Echo", lançado em 1996, logo antes da morte da filha de Neil. Mas, não deixaram a desejar quando executaram "Animate", faixa de abertura do álbum "Counterparts", de 1993. Neil já disse que "Animate" é uma de suas faixas favoritas da banda, pois representa um de seus maiores momentos como baterista. E realemente, seus arranjos de bateria são notáveis nesse faixa, com destaque para o riff inicial. "Animate" foi executada pela primeira vez desde a R30 Tour de 2004. Um


Uma das músicas mais esperadas do setlist (pelo menos por mim) é Roll The Bones, terceira faixa do álbum de mesmo título, que foi lançado em 1991. "Roll The Bones" foi o álbum que marcou a saída da era dos sintetizadores, algo que estava mudando o estilo da banda drasticamente. Apesar de ainda estarem presentes, os sintetizadores em "Roll The Bones" são muito mais modestos, e percebe-se uma maior presença das guitarras. A faixa título é um momento particularmente singular dentro do contexto do álbum, visto que ela conta com uma parte de RAP, que foi executada com o vídeo de algumas celebridades ao fundo na R40. E foi essa característica que deixou muitos fãs desapontados com a banda, acusando-a de ter se vendido, Polêmicas à parte, a música foi muito bem recebida pelo público da R40 e foi executada nas três noites.


Outra decepção para alguns fãs: A banda também não executou nenhuma faixa dos álbuns "Presto", Hold Your Fire" e "Power Windows" ( Nota: "The Big Money" já foi confirmada como parte do set, mas não foi tocada ainda). Foram direto ao clássico "Grace Under Pressure", de 1984. O álbum se situa em um momento em que  a banda estava começando a desenvolver o uso dos teclados, e isso é evidente na maioria das músicas, com "Red Sector A". E nada melhor para representar esse disco tão importante para a carreira da banda do que "Distant Early Warning", que foi executada nos dias 8 e 12. A faixa fez muito sucesso quando lançada e esteve presente na maioria das setlists da banda até a "Snakes & Arrows Tour". "Between The Wheels" foi outra grande surpresa do set. É uma das melhores e mais subestimadas do álbum e havia sido executada pela última vez em 2008. Trouxe uma sensação muito boa para os ouvintes e nos deixou ainda mais ansiosos para saber quais surpresas ainda estão por vir.

10) Subdivisions

"Signals" foi o álbum que começou a introduzir arranjos de teclado mais presentes e desenvolvidos. Também foi ele que nos apresentou a clássica "Subdivisions", um dos maiores sucessos do Rush e escolha óbvia para integrar o setlist da R40. É simplesmente impossível para um fã conter a animação ao ouvir os primeiros acordes da introdução. Está presente em todas as setlists da banda desde a R30 Tour, ou seja, há 11 anos. Perfeita para encerrar o primeiro set deixando aquele "gostinho de quero mais".





SEGUNDO SET :

11) Tom Sawyer

Finalmente chegara a hora de visitar "Moving Pictures", álbum mais famoso e bem sucedido da banda. E, é claro que "Tom Sawyer" não podia ficar de fora,afinal, é o maior clássico de todaa a carreira do Rush. Apesar de estar presente em todas as setlists desde a época em que foi lançada, na década de  1980, é impressionante como os fãs veteranos esboçam a mesma alegria e felicidade quando ouvem a música. Na R40, a música foi anunciada pelo mesmo vídeo da "Snakes & Arrows Tour", uma animação do desenho South Park, cujo criador é um grande fã da banda.





12) Red Barchetta / The Camera Eye / YYZ

Após "Tom Sawyer", os fãs de cada local tiveram a chance de presenciar uma faixa diferente de "Moving Pictures". Os fãs de Tulsa e de St. Louis tiveram a chance de presenciar a incrível execução da icônica "Red Barchetta", famosa canção sobre um futuro distópico onde não existem carros. O carro me questão é a Ferrari Barchetta, uma das favoritas de Neil Peart. Melódica em com uma linha de baixo notável, a música sempre anima os espectadores dos shows onde aparece. Outro fato: Geddy finalmente trouxe de volta o seu baixo Rickenbacker para essa canção. Ele já tinha feito uma pequena aparição muito modesta na "Snakes & Arrows Tour", mas aqui ele volta com força total. Os fãs da cidade de Lincoln presenciaram um verdadeira raridade ser tocada. Estou me referindo à "The Camera Eye", quinta e mais longa faixa de "Moving Pictures".  Deasde 1983, a banda só a tocou na turnê "Time Machine". Sedentos por mais raridades no palcos, nem preciso dizer que os fãs adoraram a inclusão da música no set, apesar de, na minha opinião, ela não se comparar à outras faixas do álbum, como "YYZ" e "Witch Hunt". Falando nelas, no dia 12, em St. Paul, foi a vez da própria "YYZ" dar as caras. Substituindo as outras duas músicas, a faixa, cujo título remete à cidade de Toronto, foi a mais animada e bme recebida das três. A alegria do público ao ouvir as primeiras batidadas da introdução de bateria é perceptível desde à "Hold Your Fire Tour", gravada para o DVD "A Show Of Hands".  Tudo em "YYZ" é incrível, desde os solos de guitarra ao estilo oriental até a batalha entre baixo e bateria no meio da faixa. Três músicas inesquecíveis e que merecem estar presentes no set.

13) The Spirit Of Radio

Depois de duas grandes músicas de "Moving Pictures", a viagem continuava. A próxima parada é "Permanent Waves", lançado em 1980. Saindo da época das composições longas e complexas, o Rush opta por compor músicas mais curtas, simples e com atmosferas mais leves (com algumas exceções, que serão mencionadas mais à frente). Com isso lançam o seu sétimo álbum de estúdio, que tem como faixa mais representativa "The Spirit Of Radio", mais uma música obrigatória no setlist. Misturando elementos do Hard Rock, Reggae e New Wave e com mudanças constantes de tempo e compasso, a música acompanha "Tom Sawyer" e "2112" na lista de clássicos da banda e sempre anima qualquer lugar onde esteja executada. Também é notável o prazer da banda ao tocá-la, seja quando Geddy puxa as palmas da plateia ou quando Alex toca o riff inicial.



14) Natural Science*

Nota: Tocada apenas em St. Paul (até agora, dia 17/05)

Parece que os fãs de St. Paul são realmente especiais. Depois da performance exclusiva de "YYZ", tiveram a oportunidade de serem os únicos (até o atual momento) presenciar a performance da antológica "Natural Science", um dos pontos tensos de "Permanent Waves". A música mescla vocais tensos e dramáticos com um instrumental preciso e extremamente complexo, que muda de compasso e atmosfera inúmeras vezes durante a música. Foi a primeira execução de "Natural Science" desde o final da "Snakes & Arrows Tour", de 2008.


15) Jacob's Ladder

Posso dizer com convicção que essa era a música mais aguardada pelo público. Desde que a R40 Tour foi anunciada que "Jacob's Ladder" aparece na lista de exigência dos fãs. Mas, por que ela é tão amada e foi tão requisitada para essa turnê? Primeiro de tudo: Ela é um dos pontos altos de "Permanent Waves". É uma faixa praticamente instrumental, possui poucos vocais e tem uma atmosfera intensa e dramática que quebram com o clima que o álbum vinha construindo até então. Segundo: É uma favoritas dos fãs desde a sua época de lançamento e não havia sido tocada desde 1980. Por isso digo que foi uma das mais aguardadas e mais animadas de todas as noites.

16) Cygnus X-1 Book II: Hemispheres  (Part 1: Prelude)

"Hemispheres" é ainda hoje considerado o ápice criativo da banda, com composições extremamente longas e complexas, das quais se destaca a sua primeira faixa: "Cygnus X-1 Book II: Hemispheres", que se estende por um pouco mais de 18 minutos e se divide em 6 partes. A faixa nunca foi tocada inteira na íntegra. Para a R40 (E para muitas outras turnês) a banda optou por tocara apenas a primeira parte, que se estende por quatro minutos. Essa faixa é, na verdade, a continuação da última faixa do álbum anterior, "A Farewell To Kings", e discute sobre a eterna batalha entre a razão e a emoção e a eterna luta do ser humano para tentar balanceá-las. Posso dizer com certa certeza que os fãs esperavam que mais músicas do "Hemispheres" fossem tocadas, visto que esse foi um álbum marcante na história da banda, mas Cygnus X-1 Book II conseguiu representar muito bem essa fase.



17) Cygnus X-1 / Drum Solo

 Por outro lado, o público foi presenteado com nada mais nada menos do que três músicas de "A Farewell To Kings", álbum que iniciou a fase das composições complexas. E qual faixa seria melhor para abrir essa sessão do que a primeira parte de "Cygnus X-1"? Com sua grande linha de baixo e presença de alguns teclados, a faixa, infelizmente, foi apenas instrumental e a parte 2 foi descartada. Ela conta a história de um viajante espacial que se aventura em na constelação de Cygnus, a bordo de sua nave Rocinante (que é referência ao cavalo de Dom Quixote).  Todavia, a divisória entre as partes 1 e 3 foi o famoso solo de bateria de Neil Peart. Esse é um dos momentos mais esperados do show. O solo de Neil é sempre um momento a parte nos show, visto que não consiste apenas em batidas aleatórias e rápidas, mas também conta com equipamentos tecnológicos, tais como o sintetizador que ele utiliza entre uma sessão e outra. A junção dessas duas obras-primas formam realmente um espetáculo único.

18) Closer To The Heart

Depois de toda a viagem que foi proporcionada por "Cygnus X-1", chegara a hora de acalmar o set com o maior sucesso de "A Farewell To Kings": "Closer To The Heart". Com uma atmosfera calma e otimista, a faixa foca mais no apelo emocional por meio de partes melódicas e que variam de intensidade algumas vezes. Ela é, na verdade, um grande recado aos grandes governantes e líderes do mundo. Diz que eles devem começar a montar uma realidade mais "perto do coração". Mesmo tendo sido lançada na década de 1970 a faixa permanece atual e é uma das favoritas do fãs. Também é notável o fato de Geddy ainda conseguir cantá-la após todos esses anos. De acordo com Alex, "essa é a música definitiva do Rush". Não era tocada desde 2011. Serviu como uma espécie de pausa entre "Cygnus X-1" e a próxima música que estava por vir, também uma das mais esperadas e com um detalhe muito especial.

19) Xanadu

As narrativas fantasiosas e mágicas voltaram com força total nessa que, ao lado de "Jacob's Ladder", foi uma das mais aguardadas do set. Narrando uma jornada épica e mitológica de um homem em busca da fonte da imortalidade, "Xanadu" é a música que sintetiza todas as ambições que a banda pretendia alcançar em "A Farewell To Kings", com a presença de teclados, pedais Moog e Neil utilizando variados sons de sua bateria eletrônica. Mas, o que realmente animou o público foi a volta dos famosos instrumentos doubleneck. Geddy com o Rickenbacker 4080 Double Neck e Alex com a Gibson EDS-1275 Double Neck. A volta dos double necks sempre era assunto principal em qualquer fórum de discussão, e posso dizer com convicção que todos eles foram recompensados com uma performance que leva o título de melhor de todas as noites. E as reais surpresas ainda não haviam chegado de fato.




20) 2112 ( Overture / The Temples Of Syrinx / Presentation / Grand Finale)

Os sons espaciais anunciavam a chegada tanto da Federeação Solar e de "2112", música mais longa da banda. "2112" é uma crônica sobre uma sociedade distópica em que os indivíduos não possuem identidade e que é controlada por Sacerdotes. Porém, um indivíduo acaba se destoando dessa realidade quando descobre um violão e decide mostrá-lo aos sacerdotes, o que lhe dá alguns problemas que culminam em um final trágico e inesperado. Neil escreveu esta história sob influência da escritora Ayn Rand e seu livro "Anthem". Apesar de conter sete partes, a banda optou por tocar apenas as partes I, II, IV e VII, deixando de fora "Discovery" (III), "Oracle: The Dream" (V) e "Soliloquy" (VI). As duas primeiras partes são recorrentes nos setlists da banda e são as mais populares também. "Grand Finale" voltou ao medley na "Clockwork Angels Tour" e "Presentation" foi a grande novidade, visto que não era tocada desde 1997. As quatro partes partes foram tocadas em todas as noites e fecharam o segundo set com chave de ouro. Mas, as reais novidades ainda estavam por vir.


ENCORE:

21) Lakeside Park

"Caress Of Steel" foi um momento turbulento para a banda. Foi o álbum menos rentável de toda a sua história e a banda chegou a pensar que sua carreira estava realmente no fim. Hoje, todos nós sabemos que não foi bem assim. Mesmo com memórias nem tão boas desse momentos, a banda não poderia deixar de homenageá-lo. A escolha da música foi no mínimo curiosa, visto que "Lakeside Park" é uma faixa que se distancia do contexto geral do álbum. Por outro lado, a escolha é justificável, visto que é a composição que tem os vocais mais baixos e menos agressivos. "Lakeside Park" foi baseada no parque homônimo que os membros da banda frequentavam. Aqui, Neil relata as "aventuras" vividas naquela parque, que hoje é ponto turístico para os fãs. Nesse ponto do show, a banda já está visitando a década de 70, época em que ainda eram praticamente uma banda de bar em busca do reconhecimento e o show tenta transportar os fãs para essa realidade, por meio de vídeos e objetos que eram colocados gradativamente no palco. A faixa não era tocada desde 1978.

22) Anthem

Além de todos os objetos e vídeos, a banda também voltou aos anos 70 com sua postura de palco, com trejeitos e fala mais jovem. "Anthem" foi a escolhida para representar "Fly By Night", segundo álbum da banda. "Anthem" foi realmente uma escolha impressionante pois, ao contrário de "Lakeside Park", seus vocais são muito altos e extremamente agressivos. Posso dizer com grande certeza que Geddy simplesmente "detonou" nessa canção, com seus vocais a pleno vapor e linhas de baixo incríveis. Foi cantada por toda a plateia em todas as noites, e mostra que a banda se mantém fiel a suas raízes mesmo após todos esses anos sem revisitá-la.

 

23) What You're Doing

O primeiro álbum era realmente uma incógnita para os fãs. Será que eles tocariam algo desse disco? Será que Geddy ainda consegue cantá-las? Para ambas as perguntas. a resposta é sim. "What You're Doing" é a quinta e melhor faixa do primeiro disco, na minha opinião. Isso porque ela contem tudo o que uma banda setentista precisa: vocais agressivos, atmosfera pesada e arranjos simples e cativantes. A execução da canção foi acompanhada por uma abertura de cortinas que simulava uma escola de Ensino Médio, lugar onde a banda tocava muito em seus primeiros shows. Foi uma viagem emocionante e intensa que infelizmente estava chegando ao fim.




24) Working Man

Mas  é claro que a noite não estaria completa sem "Working Man", faixa que abriu inúmeras oportunidades para a banda nos EUA. Com um riff de guitarra bem marcado e presente, a faixa conta o cotidiano de um trabalhador comum, e suas reclamações acerca de sua rotina. Dessa vez, o destaque vai para a jam que é feita pela banda após o segundo refrão, que conta com um dos melhores solos já feitos por Alex. Ao vivo, essa parte é ainda mais intensa, pois permite muitas improvisações que rendem ótimos momentos. Mas, como o Rush é uma banda com muitas cartas na manga, pudemos ouvir uma pequena parte de "Garden Road" ao final da música. "Garden Road" nunca chegou a ser gravada oficialmente pela banda, mas está presente em diversos bootlegs  inclusive da "Caress Od Steel Tour". Um final memorável para uma noite inesquecível.




Agora o que nos resta é esperar e curtir a "Last Major Tour" e torcer para virem ao Brasil uma última vez.
 

  

sábado, 9 de agosto de 2014

Review #101 - Test For Echo (Rush)

Além de ser o décimo sétimo álbum do Rush, "Test For Echo" também é o lançamento que antecede a grande pausa que aconteceria após a morte da filha e da esposa de Neil Peart. O álbum divide opiniões entre os fãs, alguns chegam a dizer que é o pior trabalha já feito pela banda. Tal julgamento pode ser baseado no som bem pesado que é trazido pelo disco, o que pode-se percebe em faixas como "Time And Motion". Deixando de lado as críticas dos fãs, "Test For Echo" apresenta uma sonoridade notável, que sabe mesclar o som pesado com melodias bonitas e envolventes. O destaque do álbum é "Driven", que apresenta uma linha de guitarra bem pesada que é entrecortada por um pequeno trecho acústico, antes de passar para o envolvente e harmonioso refrão. A faixa-título também apresenta uma musicalidade notável, e foi a escolha certa para abrir o disco. O álbum também apresenta duas faixas que são o motivo dos fãs tanto o subestimarem, são elas "Dog Years", onde Geddy Lee faz parecer que os seus vocais estão forçados mas que não deixa de ser um boa música; e "Virtuality", uma grande faixa bem pesada e que merce bastante destaque. Além disso, temos o instrumental "Limbo", que não se mostra tão bom quanto "YYZ" ou "La Villa Stragiato", mas continua merecendo destaque principalmente por sua linha de baixo. O álbum é fechado por "Carve Away The Stone", uma faixa simples e melódica, que fecha o disco com um clima bem leve se comparado às outras faixas. O álbum teve uma turnê de promoção muito bem sucedida e que precedeu a grande pausa feita pela banda. Mas, após a volta do Rush aos palcos, na turnê de "Vapor Trails", "Driven" e "Resist" se fizeram presentes no repetório, mostrando que a banda não deixou "Test For Echo" de lado com o passar dos anos.  NOTA: 8,9

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Review #86 - Roll The Bones (Rush)

"Roll The Bones" é o álbum que marca o fim da era do uso sintetizadores do Rush. Nesse disco, a banda começa a voltar para o seu estilo anterior, com a guitarra de Alex Lifeson mais presente e evidente nas músicas. Ainda se percebe um pequeno uso de teclados me faixas como "Face Up", mas a guitarra ainda se destaca mais. Alguns consideram "Roll The Bones" como sendo um álbum conceitual, pois suas letras tratam majoritariamente do destino e otimismo. A faixa que abre o álbum é a grande "Dreamline". Além de ser o ponto alto do álbum, essa música começa com um arranjo bem simples de guitarra e baixo, mas no refrão ela fica mais engajada e pesada. Depois, vem a profunda e reflexiva "Bravado", a música mais "melancólica" do disco. Mais uma vez, Neil Peart mostra que ainda consegue discorrer sobre temas filosóficos e profundos. Dessa vez o tema escolhido é  a busca pelos sonhos e o fracasso. Para quebrar a atmosfera dramática criada pelas duas primeiras faixas, vem a faixa-título, "Roll The Bones". Com uma linha de baixo envolvente e um uso de sintetizadores, a música ainda conta com uma parte no estilo RAP, que é o motivo pelo qual muitos fãs não gostam da faixa e a consideram "ruim". Outro destaque é o instrumental "Where's My Thing? (Part IV of The 'Gangster of Boats Trilogy')", que traz um subtítulo que confundiu os fãs na época, pois o grupo não havia anunciado uma trilogia de músicas. Tudo não passou de uma brincadeira. "Ghost Of A Chance" conta um riff e uma linha de guitarra bem presente, o que mais uma vez prova que o grupo estava mudando. Como uma transição entre a era dos sintetizadores e a era moderna do Rush, "Roll The Bones" é um ótimo disco e, apesar de ser considerado o pior do grupo por alguns fãs, deve ser tido como um excelente trabalho da banda.    NOTA: 9,0

domingo, 1 de junho de 2014

Review #84 - Snakes And Arrows (Rush)

Após voltar aos palcos na turnê do álbum "Vapor Trails", o rush permaneceu cinco anos sem lançar nenhum álbum de inéditas. A espera valeu a pena, pois "Snakes And Arrows" é um disco excelente. Para a abertura, temos "Far Cry", que passou a fazer parte do setlist de todas os shows da banda desde que foi lançada. Ela possui uma introdução pesada, mas a música se torna mais suave em seu decorrer. Ao contrário de "Far Cry", "Armor And Sword" começa devagar e se torna mais pesada. As duas faixas que podem ser consideradas as melhores do álbum são "Workin' Them Angels", que possui uma melodia muito bonita e um instrumental incrível; e "Spindrift", que possui uma atmosfera mais pesada e dramática, pode-se dizer. A música mais leve é "Faithless", que também merece destaque. Ela traz os posicionamentos de Neil Peart sobre a religião. Além de todas essas faixas incríveis, o disco apresenta três faixas instrumentais. A primeira é "The Main Monkey Business", uma faixa fantástica e com um ótimo arranjo de guitarra feito por Alex Lifeson. A segunda é "Hope",  feita apenas de arranjos de violão, quase uma faixa acústica. A terceira é melhor das três é "Malignant Narcissism", com uma incrível linha de baixo feita por Geddy Lee. Não se pode deixar de lado a guitarra de Lifeson que, juntamento com o baixo de Lee e a bateria de Peart, forma uma das melhores do álbum. É interessante notar que Lee utilizou um baixo fretless nessa música. O álbum rendeu uma turnê de promoção muito bem sucedida. "Snakes And Arrows" é com certeza uma das mehores produções da banda.  NOTA : 9,1

sábado, 26 de abril de 2014

Review #80 - Counterparts (Rush)

Em seu 15º álbum, o Rush termina o que havia sido começado em "Presto" e "Roll The Bones". A partir desse álbum, a banda não tem um som baseado apenas em sintetizadores, mas nos instrumentos em si. Para abertura do disco, temos a grande e dinâmica "Animate", que tem uma grande linha de baixo. A segunda faixa, "Stick It Out", mostra realmente que a banda voltou aos tempos antigos. Com um grande e pesado riff de guitarra, a música da uma outra atmosfera ao disco. Outro destaque é "Nobody's Hero", que volta a discutir temas profundos e complicados, o que não se repetia desde "The Pass", do álbum "Presto". Alguns dizem que o tema é a AIDS, mas outros discordam, o que deixa essa música ainda mais enigmática. A atmosfera pesada volta em "Between Sun & Moon". Os intrumentais não deixam de aparecer neste álbum, dessa vez representados por "Leave That Thing Alone". A faixa também é muito bem executada no show da turnê "Time Machine", que conta com um incrível solo de baixo no final. Para fechar o disco, temos "Everyday Glory", que tem uma atmosfera bem leve. "Counterparts" realmente é um destaque em toda a carreira da banda e merece grande destaque no mundo do rock.    NOTA: 9,0

domingo, 23 de março de 2014

Review #68 - 2112 (Rush)

Após o fracasso de "Caress Of Steel", o Rush se via no fim de sua carreira. Mas, como última tentativa, resolveram lançar "2112". E acertaram, pois o álbum é tido como um clássico até os dias de hoje. Apesar de a crítica não ter gostado, o disco fez sucesso com o público e empurrou a carreira da banda para frente. O lado 1 da banda era composta pela faixa 2112, que era dividida em 7 partes (Overture, The Temples Of Syrinx, Discovery, Presentation, Oracle: The Dream, Soliloquy e Grand Finale). A música girava em torno de uma atmosfera inspirada no conceito de controle mental e falta de livre arbítrio. Para representar tal atmosfera, é criado um personagem que, após ser depredado pelos tais Padres do "Templos de Syrinx" acha um violão, mas novamente é depredado por eles. Por fim, o garoto (que representa o bem) vence os padres (mal). Essa era a ideia inicial de Neil Peart ao criar letras tão complexas. Os vocais de Geddy Lee estão mais potentes do que nunca nessa música, e os arranjos criados por ele e Alex Lifeson são realmente impressionantes. O álbum segue com "A Passage To Bnagkok", uma faixa muito boa também, e que foi muito bem interpretada no álbum ao vivo "Exit Stage Left".  Por fim, podemos citar "The Twilight Zone", inspirada na série de TV homônima,e que tem um atmosfera bem assustadora. As demais faixas, "Lessons" , "Tears" e "Something For Nothing" também merecem destaque. Como um dos percussores do rock progressivo, "2112" merece grande destaque.   NOTA: 9,2

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Review #50 - RUSH (Rush)


O primeiro álbum da banda canadense Rush, é o único em que se percebe claramente a influencia do Hard Rock dos anos 70. Com arranjos muito parecidos com os do Led Zeppelin ( algumas faixas chegaram a ser confundidas com as do Zeppelin, como é mostrado no documentário "Rush: Beyond The Lighted Stage"), o álbum e o seu sucessor, "Fly By Night", fizeram muito sucesso nos EUA. Apesar de ser um álbum excelente, Neil Peart ainda não fazia parte da banda. Para a abertura do álbum temos "Finding My Way", faixa em que o baixista e vocalista Geddy Lee demonstra seu potencial vocal. Em seguida temos "Need Some Love" e "Take A Friend",que  merecem destaque também. Os arranjos são bem pesados, resultado da influencia dos anos 70. Para fechar o álbum, uma faixa que é um clássico da banda até os dias de hoje, e que foi o maior sucesso do álbum em sua época de lançamento: "Working Man". Fazendo parte do repertório da banda até hoje, a faixa é o ponto alto do álbum, logicamente.  Em seus quase 8 minutos, a faixa conta com um incrível solo de guitarra feito por Alex Lifeson. Apesar do arranjo ser meio repetitivo, a faixa não "cansa". Realmente uma grande faixa para o fechamento do álbum. "Rush" pode ser bem diferente dos álbuns posteriores da banda, mas merece grande destaque mesmo assim.   NOTA: 8,9

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Review #32 - Hemispheres (Rush)


Após entrar em uma atmosfera muito progressiva em "A Farewell To Kings", o Rush continua com o mesmo estilo em "Hemispheres". A faixa que abre o álbum é,  uma continuação da faixa que fecha "A Farewell To Kings", que é "Cygnus X-1". Em "Hemispheres", a faixa continua em "Cygnus X-1 Book II Hemispheres", que é dividida em 6 partes (Prelude, Apollo/Dionysus, Armageddon, Cygnus: Bringer Of Balance, The Sphere: A Kind Of Dream). O nome da música é uma referência á uma famosa fonte de raio X galática, que faz parte da constelação Cygnus. O álbum segue com "Circumstances", que é talvez a música menos conhecida do álbum, talvez porque não seja tão bem trabalhada assim. Em seguida, vem a música que é sem dúvida a melhor do álbum, "The Trees". A música divide opiniões sobre o seu real significado, que vai desde a situação do mundo atualmente até movimentos separatistas que ocorreram  muitos anos atrás. O fato é que a música não só tem uma letra enigmática, mas também tem uma musicalidade incrível. O solo de guitarra, de teclado, o instrumental que é apresentado após a metade da faixa, tudo contribui para que essa seja uma das melhores músicas da banda. Outra faixa que merece grande destaque é "La Villa Stragiato". A faixa é considerada o melhor instrumental da banda. sendo concorrente direta de "YYZ". E, de fato, a faixa é muito bem trabalhada. De acordo com os próprios membros da banda, no documentário "Rush: Beyond The Lighted Stage", a música tomou dias para ser composta e gravada. Com todas essas característixas, "Hemispheres" pode ser considerado um dos melhores álbums de rock progressivo de todos os tempos.  NOTA : 9,5

domingo, 5 de janeiro de 2014

Review #9- Clockwork Angels (Rush)

Após 4 anos sem o lançamento de um novo álbum, o Rush volta com tudo em "Clockwork Angels". O álbum de 2012 volta com o conceito de "Opera Rock" (conceito que divulgado pelo banda "The Who, em seus álbums "Tommy" e "Quadrophenia"), narrando a história de um homem viajando um mundo de sonhos, alquimia e muita ficção; com anarquistas, cidades perdidas e um relojeiro (Watchmaker) que controla tudo o que se passa em tal cidade. A capa do álbum traz 12 símbolos alquímicos, cada um relacionado diretamente com uma músicas presente no álbum. Todas as letras foram escritas por Neil Peart e as músicas foram compostas por Geddy Lee e Alex Lifeson. Duas das músicas presentes no álbum, "Caravan" e "BU2B" já haviam sido divulgadas um ano antes, durante a turnê "Time Machine". Para a abertura do álbum, as duas músicas que haviam sido lançadas previamente "Caravan" e "BU2B", não decpcionam e fazem uma grande abertura, que é seguida por "Clockwork Angels", uma música excelente também. O álbum segue com "The Anarchist", a música mais "simples" do disco. Depois vem a faixa "Carnies", que combinada com "Halo Effect", cria uma atmosfera mais dramática, que é quebrada em "Seven Cities Of Gold". Após isso vem a grande música "The Wreckers" e a famosa e bem trabalhada "Headlong Flight", com um arranjo excelente e um ritmo que não deixa a desejar. Depois um um "reprise" de "BU2B" chamado "BU2B2". Contando com uma letra parecida com a primeira, a faixa é curta, e conta com um grande instrumental de cordas e sintetizadores. "Wish Them Well" é a faixa que mais deixa a desejar em aspectos de musicalidade, mas é uma boa faixa. E por fim, vem a faixa que é considerada a melhor composição da banda em 30 anos, o ponto alto do álbum é "The Garden". A letra, a música, tudo contribui para um grande fechamento do álbum, que teve uma turnê muito bem sucedida e um DVD lançado em Novembro de 2013. Com todos esses aspectos, "Clockwork Angels" supera quase todos os álbuns anteriormente lançados pela banda, e com certeza entra para a lista de melhores álbums da história.   

NOTA: 9,5  NOTA: 9,3

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Review #3 - Signals (Rush)

Marcando o início da era do uso dos sintetizadores no Rush, "Signals" deixa de lado a atmosfera progressiva demontrada nos álbums anteriores, como "A Farewell To Kings" e "Hemispheres", para dar lugar aos sintetizadores usados por Geddy Lee, deixando de lado a guitarra de  Alex Lifeson. É claro que, o álbum contém faixas "ao estilo antigo" , como "The Analog Kid" e "New World Man". Destaque para as faixas "Subdivisions" e "Chemistry". As letras de Neil Peart ,c ombinadas com os arranjos criados por Lee e Lifeson, resultam em um grande álbum da década de 80.  NOTA: 8,5